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adham5555   adham5555 Adham Tobail's TIGblog
Adham Tobail's profile

يحمل قائمة بـ 26 بؤرة- باراك يسعى اليوم للخروج من مأزق الاستيطان

يلتقي اليوم الاثنين في لندن وزير الجيش الاسرائيلي ايهود باراك مع المبعوث الخاص للشرق الاوسط جورج ميتشل لبحث موضوع الاستيطان من جديد، بعد العديد من اللقاءات بين الجانبين والتي وصلت الى طريق مسدود حسب تقديرات اسرائيلية، ذلك ان العديد من النقاط الخلافية بين الجانبين لازالت قائمة.

وبحسب ما نشرت صحيفة "معاريف" الصادرة اليوم فان اللقاء الذي تم مؤخرا بين باراك وميتشل، فان الاخير وبعد ان التقى الرئيس الامريكي قبل اللقاء ابلغ باراك بشكل واضح موقف الرئيس الامريكي والمتمثل بكلمة واحدة وقف الاستيطان.

واضافت الصحيفة ان اللقاء الذي سيعقد اليوم سيقوم ببحث العديد من القضايا الاساسية والتي تتعلق بوقف الاستيطان بشكل كامل حيث طالب المبعوث الامريكي بوقف اي بناء جديد داخل المستوطنات حتى لو كان كما تدعي اسرائيل للتزايد الطبيعي داخل المستوطنات، وتذهب التقديرات الاسرائيلية ان الادارة الامريكية تطلب وقف العديد من المشاريع القائمة الان قيد التنفيذ ذلك انها تقام على اراض خاصة لبعض الفلسطينيين في الضفة الغربية.

واشارت الصحيفة ان اكبر المشاكل التي تواجه باراك في اللقاء يتعلق بعدد البؤر الاستيطانية، حيث يحمل وزير الجيش قائمة تضم فقط 26 بؤرة استيطانية يقول انها "غير شرعية" جرى تفكيك ثلاث وتستعد اسرائيل لتفكيك الباقي، في حين لدى الادارة الامريكية وميتشل ما يقارب 100 تجمع استيطاني يجب ازالتها وهي مقامة في الاغلب على اراض خاصة للفلسطينيين.

واضافت ان باراك سيحاول اليوم خلال الاجتماع مع ميتشل ايجاد طريق للخروج من الازمة الراهنة في موضوع الاستيطان وسيستند الى الموقف الاسرائيلي والذي سبق وتم اعلانه مؤخرا خاصة بعد خطاب رئيس الوزراء نتنياهو والذي ابدى استعداد لقبول حل الدولتين واكده يوم امس الاحد قبل اجتماع الحكومة الاسرائيلية الاسبوعي وكذلك الدعوات التي اطلقها الرئيس الاسرائيلي شمعون بيرس للقاء ملك السعودية وفتح علاقات مع الدول العربية، حيث ستحاول اسرائيل عبر المفاوضات التي يجريها باراك بخصوص الاستيطان مقايضة الامر بفتح علاقات مع الدول العربية خاصة العلاقات التجارية، والمقربون من وزير الجيش يؤكدون ان باراك قادر على اقناع رئيس الحكومة الاسرائيلية نتنياهو بهذا الموقف.

July 6, 2009 | 8:17 AM Comments  0 comments

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adham5555   adham5555 Adham Tobail's TIGblog
Adham Tobail's profile

جنود جولاني- هكذا يخدرون المجندات ويغتصبونهن

كشفت صحيفة "يديعوت احرنوت" العبرية الصادرة اليوم الاثنين النقاب عن قضية جديدة في اوساط جنود جولاني (كتيبة مختارة محاربة في جيش الاحتلال)، حيث كان بعض الجنود يخدرون المجندات بالسموم ويغتصبونهن وهن فاقدات الوعي.

ويدور الحديث عن مجندتين اعلنتا الامر ضد جنديين، دأبا على استخدام مخدر يطلق عليه في اسرائيل اسم ( مخدر الاغتصاب)، ويجري ادخاله في اي كأس شراب وهو دون لون او رائحة ويفقد الضحية الوعي لعدة ساعات بينما يبقى يتحرك جسمه.

المجندتان وهما 21 عاما من سكان احدى المدن كن شارفن على انهاء مدة الخدمة العسكرية (3 سنوات) سهرن مع الجنديين واللذان ادخلا في الشراب (مخدر الاغتصاب) والذي ادى الى تشويش ادراكهن وعدم القدرة على التحكم بالذات فاغتصبوهن.

والد احدى المجندات شرطي اسرائيلي سارع لرفع قضية فجرى اعتقال الجنديين.

July 6, 2009 | 8:13 AM Comments  0 comments

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Waltercito   Waltercito WalterTrejo's TIGblog
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PRESENTACION DE LA PELICULA PERESEPOLIS

CATEDRA DE LA PAZ conjuntamente con la Fundación Don Bosco, en el marco del proyecto Ciudadanía Global, como integrantes de la RED INTERNACIONAL GLOBALINKS, se viene proyectando un CICLO DE PELICULAS para todo público en general, en especial, para los y las jóvenes de Mérida. Para este Miércoles 08 julio 2009, a las 6.30 pm en la Capilla Velatoria de Los Curos, Parte Media de Los Curos, en la ciudad de Mérida, se proyectara esta película. La Entrada Gratis, indico Walter Trejo Urquiola, Coordinador General de la Cátedra de la Paz y Derechos Humanos de la Universidad de Los Andes.
El trama consiste en la historia de una joven que crece en el Irán de la Revolución Islámica. A través de los ojos de Marjane, una precoz y abierta niña de nueve años, vemos las esperanzas de un pueblo rotas al tomar los fundamentalistas el poder, imponiendo el velo a las mujeres y encarcelando a miles de personas. Inteligente y sin miedo, engaña a los "guardianes sociales" y descubre el punk, Abba y Iron Maiden. Pero cuando su tío es ejecutado sin piedad y las bombas caen alrededor de Teherán en la guerra entre Irán e Irak, el miedo diario que rodea su vida es palpable.
Continua reseñando Walter Trejo, que a medida que crece, la audacia de Marjane hace que sus padres se preocupen por su seguridad. Y así, a los catorce años, toman la difícil decisión de enviarla a una escuela en Austria. Vulnerable y sola en un país extraño, resiste los malos tragos típicos de un adolescente. Además, Marjane tiene que combatir el hecho de ser equiparada con el fundamentalismo religioso y el extremismo de los que tuvo que huir. Con el tiempo es aceptada, e incluso experimenta el amor, pero tras el instituto se encuentra sola y con una terrible nostalgia de su hogar.
Por eso es una buena oportunidad, para ver esta película y entender mucho la realidad de Irán en estos momentos, de forma crítica y alternativa, esperamos que la gente de Mérida, en especial, de Los Curos nos acompañe en esta proyección, culmino Walter Trejo.


July 4, 2009 | 6:40 PM Comments  0 comments

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Governo brasileiro concede anistia a estrangeiros que vivem ilegalmente no Brasil

Fabiana Uchinaka
Do UOL Notícias, Em São Paulo

Cerca de 50 mil estrangeiros que vivem irregularmente no Brasil há alguns anos poderão ser anistiados a partir desta quinta-feira (2). O Projeto de Lei 1664, que foi aprovado no Congresso em junho e sancionado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, beneficia os imigrantes que entraram no país até 1º de fevereiro de 2009 e vale tanto para quem chegou legalmente, mas ficou por período maior que o concedido no visto de entrada, quanto para quem cruzou a fronteira na clandestinidade.

Durante a cerimônia, o presidente também assinou o encaminhamento ao Congresso do projeto para uma nova lei de estrangeiros, que deve substituir a legislação vigente, de 1980. O Ministério da Justiça lançou ainda a eCertidão, que permitirá a expedição via internet de certidões negativas de naturalização e agilizará as consultas, que antes levavam anos.

Segundo o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, o objetivo da regularização é trazer para a legalidade e garantir cidadania para essas pessoas, que vivem em condições precárias, são vítimas de tráfico humano e, muitas vezes, acabam em trabalho escravo ou degradante, sem qualquer assistência.

A resolução, pleiteada há anos por grupos ligados aos Direitos Humanos e aos segmentos afetados, contribui para que os imigrantes tenham acesso ao mercado de trabalho com as mesmas garantias legais dos brasileiros: carteira assinada, saúde pública, educação gratuita, acesso ao sistema bancário e ao crédito e o direito de ir e vir dentro do território.

"A anistia significa ter documento de identidade, carteira de trabalho, direitos trabalhistas -- trabalho de oito horas, hora extra, férias e salário maior que o mínimo vital. E, caso isso não seja cumprido, significa poder ir à Justiça. Significa também acesso a escola pública, carteira de motorista, conta bancária, CPF. Significa poder abrir uma empresa. Significa se sentir uma pessoa dentro do Brasil e isso é tudo", resume o advogado Grover Calderón, presidente da Associação Nacional de Estrangeiros e Imigrantes no Brasil (ANEIB).

Esta é a quarta vez que o Brasil concede o benefício a estrangeiros que já moram no país - houve anistias em 1980, 1988 e na última, em 1998, quase 40 mil pessoas foram legalizadas.

O principal objetivo da medida é conseguir tirar os imigrantes de situações de trabalho abusivas, mas, desta vez, a proposta do governo brasileiro também embute uma intenção de marcar posição diante das últimas polêmicas envolvendo imigrantes brasileiros maltratados e detidos no exterior.Anistia: procedimentos
1. Entrar com o pedido de residência provisória em até 180, na Polícia Federal
2. Apresentar comprovante de entrada
no país (ou, para os clandestinos, algum documento que comprove que a pessoa mora no Brasil)
3. Apresentar uma declaração de que não responde a processo criminal ou de que
não tenha sido condenado criminalmente, no Brasil ou no exterior
4. Pagar a taxa para expedição da Carteira de Identidade de Estrangeiro (R$ 31,05) e
a taxa de registro (R$ 64,68)

O secretário Tuma Júnior explica: "Ao contrário dos países da Europa e dos Estados Unidos, queremos dar um tratamento completo, mostrar que não aceitamos a criminalização da imigração e que ela deve ser vista como uma questão humanitária, uma irregularidade, não um crime. É uma resposta direta a esses países".

Como proceder
Com a anistia, o estrangeiro irregular tem 180 dias (a partir da publicação da lei) para entrar com pedido de residência provisória, que vale por dois anos, sem que qualquer represália seja aplicada ou multa cobrada por conta da situação de ilegalidade. Normalmente, o estrangeiro só recebe o visto quando casa com um brasileiro, tem um filho brasileiro ou quando tem pais brasileiros.

Os interessados na regularização devem ir a uma delegacia da Polícia Federal, como acontece para a retirada de passaporte, e apresentar um comprovante de entrada no país (ou, para os clandestinos, algum documento que comprove que a pessoa mora no Brasil, como documentos médicos, comprovante de aluguel, etc.), e uma declaração de que não responde a processo criminal ou de que não tenha sido condenado criminalmente, no Brasil ou no exterior.

A taxa para expedição da Carteira de Identidade de Estrangeiro (CEI) será de R$ 31,05 e a taxa de registro será de R$ 64,68.

Três meses antes do fim da validade do registro provisório, o estrangeiro poderá requerer o visto permanente, conforme regulamento a ser definido pelo governo. Para isso, precisará comprovar também profissão ou emprego lícito, bens suficientes para a sua manutenção e de sua família, ausência de dívidas fiscais ou antecedentes criminais e não ter saído do país por mais de 90 dias consecutivos durante o período de residência provisória.

Taxas altas e medo de extradição
Apesar de esperarem ansiosas pelo benefício, as entidades que representam os imigrantes temem que as altas taxas, que juntas somam quase R$ 100, a necessidade de documentos que comprovem emprego, que impede que os explorados sejam beneficiados, e a falta de divulgação entre as pessoas que têm pouco acesso à informação virem um entrave para o sucesso da anistia.

"Quem está sendo explorado, que tem quatro ou cinco filhos, não tem condições de pagar a taxa, que é por pessoa. Só os empresários têm. Se não mudarem isso, só vão beneficiar os patrões", ressalta o diretor de migração do Centro de Apoio ao Migrante, Paulo Ylles. O Ministério da Justiça diz que, por enquanto, não haverá qualquer tipo de isenção das taxas.

Rosita Milesi, do Instituto Migrações e Direitos Humanos, conta que na primeira anistia (1980) houve confusão nas informações sobre o registro provisório e muitos estrangeiros irregulares que se apresentaram à Polícia Federal foram autuados com multa e notificados a deixarem o país. O medo de uma "armadilha" também impede que os ilegais façam uso da anistia.

O secretário Tuma Júnior explica que "as pessoas têm medo, por estarem irregulares, de serem mandadas de volta ou punidas, têm medo de enfrentar os patrões, que criam empecilhos para o registro dos imigrantes. Agora elas terão fôlego para denunciar situações de abuso". Segundo ele, a taxa cobrada para emissão de carteira de identidade é obrigatória por lei para qualquer estrangeiro, mas o projeto de anistia prevê que apenas 25% se aplique neste momento, ou seja, cerca de R$ 100.

Outro ponto criticado por Ylles é a demora no processo de regularização. "Desejamos que a anistia aconteça com mais agilidade, porque, antigamente, a entrega dos documentos chegava a demorar mais de dois anos", conta.

July 2, 2009 | 4:46 PM Comments  0 comments

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Brasileiras lideram lista do tráfico humano em Portugal

Os casos de tráfico de seres humanos em Portugal, na maioria, são jovens mulheres que se dedicam à prostituição e são provenientes do Brasil e da Nigéria, disse nesta quarta-feira à Agência Lusa o novo diretor do Observatório do Tráfico de Seres Humanos, que estuda o fenômeno.

Paulo Machado, que hoje tomou posse como novo chefe de equipe do Observatório, adiantou que o fenômeno em Portugal relaciona-se, essencialmente, com exploração sexual e as vítimas são, na maioria, mulheres estrangeiras com idades entre os 20 e os 35 anos.

Segundo ele, as mulheres são provenientes de África, América do Sul e Leste Europeu. Porém, a maioria tem nacionalidade brasileira e nigeriana que chega a Portugal por transporte aéreo através de outros países europeus.

Estas são algumas das conclusões de um relatório que o Observatório do Tráfico de Seres humanos está elaborando desde 2008 e que em "breve será divulgado".

De acordo com Paulo Machado, os casos de tráfico de seres humanos foram sinalizados pelas polícias de investigação criminal, principalmente SEF, PSP e GNR.

Após serem sinalizadas, as vítimas são acompanhadas através de uma rede de apoio e proteção, constituída essencialmente por organizações não governamentais (ONG).

O Observatório do Tráfico de Seres Humanos, cuja criação foi aprovada pelo governo português em outubro ao ano passado, tem por missão recolher, tratar e difundir informação sobre tráfico de pessoas e formas diversas de violência de gênero.

Paulo Machado, que desempenhava funções de consultor na Direção-Geral da Administração Interna, explicou que o Observatório tem como funções a promoção do conhecimento do fenômeno de tráfico de seres humanos através da realização de estudos, a atividade de sinalização das vítimas através do secretário-geral do Sistema de Segurança Interna e das forças de segurança e "porta-voz" no exterior.
Fonte: Lusa

July 1, 2009 | 3:59 PM Comments  0 comments

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Livro relata experiências com juventudes do Nordeste

A Fundação W. K. Kellogg e a Editora Peirópolis lançam hoje, no Rio de Janeiro (RJ), a obra “Apoio internacional ao desenvolvimento local - Experiências sociais com juventudes no Nordeste”, organizado pela antropóloga Leilah Landim e pela jornalista Maria Carolina Trevisan.

O livro analisa, por meio de artigos de consultores vindos de diferentes trajetórias, especialidades e enfoques, as práticas envolvidas na construção de um conjunto articulado de projetos no Nordeste brasileiro, financiados pela Fundação W. K. Kellogg.

Os artigos trazem reflexões sobre dilemas e responsabilidades, acertos e erros, indagações e resultados do trabalho realizado. Os relatos estão baseados na experiência vivida por consultores e especialistas que atuaram junto às comunidades locais e seus atores, o que possibilita ter uma compreensão realista dos processos coletivos de ação social.

Fonte: Rede GIFE

July 1, 2009 | 9:47 AM Comments  0 comments

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Notícias, pesquisas e boas práticas no blog Educação do Instituto Votorantim

O Instituto Votorantim lançou o Blog Educação (www.blogeducaçao.org.br) com o objetivo principal de fomentar a mobilização local sobre o tema em diversas cidades do País. A ferramenta inédita vai permitir ainda o acompanhamento do Projeto Parceria Votorantim Pela Educação, lançado em 20 de maio, pelo instituto.

No endereço eletrônico, os internautas poderão encontrar matérias sobre educação, artigos, pesquisas e exemplos de iniciativas de sucesso realizadas nos municípios participantes do projeto.

O Blog complementa a agenda positiva do Projeto, que tem o objetivo de qualificar a demanda pela melhoria da educação pública em 88 cidades de 18 Estados brasileiros, em parceria com representantes de diversos setores da sociedade. A iniciativa prevê, ainda, a realização de oficinas de capacitação e reuniões com funcionários mobilizadores e agentes locais das regiões impactadas. Além destas ações, serão realizados encontros com o poder público e campanhas de comunicação, de acordo com as características e peculiaridades de cada município.

Segundo Lárcio Benedetti, gerente de Desenvolvimento Sociocultural do Instituto Votorantim, este canal é um dos eixos estratégicos do projeto e será a principal ferramenta para disseminação de conteúdo e debate de assuntos ligados à educação. “O Blog da Educação representa o Projeto Parceria Votorantim pela Educação no meio digital. O objetivo é utilizar a rede social para estimular a discussão de idéias e estabelecer a comunicação direta com agentes locais.

Fonte: Onda Jovem.

July 1, 2009 | 9:46 AM Comments  0 comments

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Jovens têm qualificação de menos para o mundo do trabalho

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007 mostram que são restritas as oportunidades profissionais para os jovens brasileiros. Eles representam cerca de 63% do total de desempregados no país. Enquanto a taxa de desemprego entre os adultos é de 4,8%, entre os jovens ela chega a 14%, de acordo com análise da Pnad realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Em termos mundiais, o quadro não é diferente. O relatório Panorama Laboral 2008, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), mostra que, no ano passado, a taxa de desemprego juvenil foi 2,2 vezes maior que a taxa de desocupação total.

"Os jovens têm menos experiência, o que dificulta a sua entrada no mercado", diz Marcelo Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas. "O mais preocupante é a falta da formação e da qualificação necessárias para que o jovem cresça profissionalmente."

De fato, as estatísticas mostram que o sistema educacional brasileiro não tem conseguido dar conta da sua tarefa de oferecer uma formação completa aos estudantes brasileiros. A Pnad 2007 revela que, dos 82,1% dos adolescentes entre 15 e 17 anos que frequentam a escola hoje, 44% não concluíram nem o ensino fundamental. Apenas 48% cursavam o ensino médio, o nível que seria adequado a essa faixa etária. Do grupo de jovens de 18 a 24 anos, apenas 13% estão no ensino superior - e sua taxa de escolarização vem caindo nos últimos anos. Segundo a Pnad, passou de 34% em 2003 para 30,9% em 2007.

Desinteresse pela escola

Além de poucos estudantes conseguirem chegar até o ensino médio, muitos acabam por deixar a escola antes de completar seus estudos. A taxa de abandono nessa etapa é de 13,2%, segundo o Ministério da Educação. E, embora aproximadamente um terço dos jovens viva em famílias consideradas pobres, segundo o Ipea, o abandono dos estudos não se dá por falta de condições financeiras. De acordo com o estudo Motivos da Evasão Escolar, coordenado por Neri e que leva em conta as informações dos microdados dos Suplementos de Educação da Pnad, a principal razão é a falta de interesse dos estudantes pela escola - 40,3% das respostas. A necessidade de trabalhar aparece em segundo lugar, com 27,1%.

"O jovem não está conseguindo enxergar a educação como um instrumento para melhorar sua vida e que o ensino fundamental é apenas o mínimo para conseguir um trabalho", aponta Wanda Engel, superintendente-executiva do Instituto Unibanco, um dos apoiadores do estudo. "Na sociedade do conhecimento em que vivemos, é fundamental ter no mínimo onze anos de estudo para ter acesso a melhores oportunidades", completa. Os números mostram o impacto que a escolaridade tem sobre a renda e a empregabilidade das pessoas. Segundo Neri, a renda média de quem completa o ensino médio salta de R$ 700 para R$ 1.600, ou seja, mais que duplica. Já a taxa de ocupação passa de 68% para 78%.

Outro efeito da falta de qualificação é a precarização das condições de trabalho. De acordo com o relatório Jovens em Situação de Risco no Brasil, publicado pelo Banco Mundial em 2007, quase 60% dos brasileiros entre 15 e 19 anos são trabalhadores não remunerados ou sem carteira de trabalho assinada. Entre o grupo de 20 a 24 anos, o número cai para cerca de 33%.

Para especialistas em educação, a mudança desse quadro passa necessariamente pelo estabelecimento de políticas públicas voltadas para essa população. "Temos um diagnóstico bem claro da situação dos jovens brasileiros, mas ainda não atuamos de forma consistente para melhorá-la", afirma Maria do Carmo Brant de Carvalho, superintendente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). Na sua opinião, além de programas de correção de fluxo - que permitam ao jovem aprender de forma rápida os conteúdos necessários para acompanhar o ensino médio, que não obteve por conta da baixa qualidade do ensino fundamental-, é importante uma política de oferta de atividades socioculturais para ampliar suas habilidades de comunicação e relacionamento. "Não adianta apenas oferecer capacitação profissional ou oportunidades de trabalho, porque, sem uma formação escolar e sociocultural densa, o jovem pode até entrar no mercado, mas acaba não conseguindo se manter e evoluir", explica.

Diretamente atingido pela falta de qualificação de mão-de-obra, o setor privado tem investido em diferentes iniciativas voltadas para a melhoria da educação e da capacitação de jovens entre 15 e 24 anos.

No caso da Basf, que há 27 anos mantém o Projeto Crescer, para profissionalização e educação de adolescentes de baixa renda em São Bernardo do Campo e Guaratinguetá (SP), há mudanças recentes. A cada ano, o programa atende cerca de 120 adolescentes entre 15 e 21 anos, oferecendo bolsas de estudo para cursos técnicos profissionalizantes de nível médio e atividades culturais e de preparação para o exercício da cidadania. Em 2008, de olho nas mudanças do mercado de trabalho, o programa passou a dar ênfase em empreendedorismo. "Só a capacitação técnica não é mais suficiente para garantir um emprego hoje", diz Gislaine Rossetti, diretora de comunicação social da Basf.

O Programa Futuro em Nossas Mãos é mantido pela Votorantim Cimentos com apoio do Instituto Votorantim. Desde o seu início, em 2003, já formou como pedreiros mais de 9 mil jovens de 18 a 29 anos. Além de receber formação básica para atuar como assentadores e revestidores de alvenaria, os jovens aprendem a se relacionar com outros profissionais da construção civil, além de desenvolver habilidades de gestão e empreendedorismo. "Também procuramos assegurar o primeiro emprego para esses jovens profissionais. E temos tido resultado: cerca de 70% deles conseguem ser contratados no primeiro mês após o curso", afirma Marcelo Chamma, diretor comercial da Votorantim Cimentos e responsável pelo programa.

A Microsoft Brasil mantém o Programa Students to Business (S2B), com treinamento para estudantes dos ensinos médio técnico e para universitários em tecnologias específicas para a área de desenvolvimento de software e de infraestrutura de TI. "O programa foi criado por solicitação do próprio mercado de TI, que tem muita dificuldade em encontrar profissionais qualificados. Ajudamos as duas pontas: os jovens, a encontrar trabalho; e nossos parceiros e clientes, a preencher suas vagas de emprego", conta Amintas Neto, gerente de novas tecnologias e plataformas para o setor acadêmico da Microsoft Brasil. Segundo a empresa, dos 20 mil participantes da última edição do programa, 1.300 foram contratados logo após o término do curso.

Já o Formare, embora tenha nascido como iniciativa interna da Iochpe-Maxion há 21 anos, tornou-se uma franquia social. Cerca de 52 empresas em todo o Brasil mantêm hoje escolas Formare em suas unidades, com apoio da Fundação Iochpe, oferecendo cursos de educação profissional em período integral para jovens de famílias de baixa renda com idade entre 15 e 17 anos.

Além de receber uma formação específica ligada aos negócios da empresa que oferece o curso, com certificado emitido por uma instituição federal de ensino tecnológico, os alunos têm aulas de comunicabilidade, trabalho em equipe, solução de problemas, visão de futuro e cidadania, que os preparam para atuar em qualquer setor. "Cerca de 85% dos alunos do Formare foram absorvidos pelo mercado de trabalho após o curso, em 2007. Além disso, esses jovens melhoraram seu desempenho na escola, tiveram mais oportunidades de ascensão profissional e aumentaram sua renda", conta Beth Callia, coordenadora do programa na Fundação Iochpe.

A Fundação Itaú Social, por sua vez, aposta em um modelo diferente para ampliar as perspectivas de futuro dos jovens. Em vez de oferecer capacitação técnica para o mercado, o Programa Jovens Urbanos oferece um conjunto de ações de formação para jovens de 16 a 21 anos moradores das periferias de grandes cidades, com o objetivo de facilitar o acesso aos recursos culturais, profissionais e de geração de renda que esses centros oferecem, mas dos quais estão excluídos. "Sem usufruir desses recursos, os jovens acabam ficando com um repertório cultural e de comunicação empobrecido, o que diminui suas oportunidades de trabalho, gerando um círculo vicioso de exclusão e pobreza", afirma Isabel Santana, gerente de projetos sociais da Fundação Itaú Social. Para estimular sua participação no programa, bem como sua permanência na escola e a conclusão dos estudos, os jovens recebem um benefício financeiro, concedido por meio de programas oficiais de transferência de renda.

De acordo com Isabel Santana, os jovens que passaram pelo programa alcançam renda pessoal 60% maior do que um grupo não participante com as mesmas características socioeconômicas. Eles também têm mais oportunidades de emprego.

Fonte: Valor Econômico

July 1, 2009 | 9:44 AM Comments  0 comments

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Estudo mostra que identidade juvenil não é homogênea

A pesquisa "Juventudes Sul-americanas: diálogos para a construção de uma democracia regional" chega ao fim. O levantamento, dividido em três fases, envolveu jovens e pesquisadores(as) de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. A coordenadora regional, Regina Novaes, fala à Agência Ibase sobre a importância da pesquisa e faz uma breve análise dos principais resultados.

Ibase - Qual a importância da pesquisa e de que forma incide nas políticas públicas de cada país?

Regina Novaes - A pesquisa é inédita porque usa os mesmos roteiros - para analisar situações de jovens e fazer discussões em grupos focais - em cada país com uma dimensão regional; porque aplica um mesmo questionário de 50 perguntas, ao mesmo tempo, nos seis países; e também porque escuta jovens e adultos sobre os temas e questões dos jovens. Por tudo isso, creio que estamos contribuindo para um maior conhecimento sobre as juventudes de cada país. Assim, aumenta as chances de políticas públicas mais bem desenhadas e eficazes.

Quais as principais contribuições de cada fase da pesquisa?

Os estudos de caso de situações de organizações juvenis em cada país permitiram o delineamento de um "campo de juventude", isto é, uma dinâmica específica em que jovens se constroem como atores políticos que se (auto) reconhecessem a partir de problemas, preocupações e demandas de uma determinada geração. Os grupos focais serviram para que percebessemos que a "identidade juvenil" não é homogênea, cristalizada, excludente. A participação juvenil se dá de maneiras diferenciadas em um espaço público ampliado - e também por meios virtuais -, e sempre haverá a possibilidade de refazer as respostas sobre 'o que é ser jovem?'. Por meio da pesquisa quantitativa, pudemos perceber que existem temas comuns entre a maioria estatística dos jovens e a "minoria ativa": cabe agora ver como se aproximar mais.

Quais as maiores dificuldades encontradas durante as três etapas?

As dificuldades sempre foram de encontrar temas e formulações de perguntas que fizessem sentido para os jovens de cada país. Em todas as etapas, precisamos superar dificuldades de conteúdo e de linguagem para chegar à construção de roteiros de entrevistas, de roteiros para grupos focais, de perguntas desencadeadoras dos diálogos e do questionário para a pesquisa quantitativa. Valeu a pena.

Quais os principais destaques obtidos com a pesquisa em cada um dos países?

Para além da qualidade do conteúdo, creio ser importante destacar o diálogo entre jovens de diferentes grupos e movimentos no interior de cada país. A maioria não se conhecia entre si e o projeto proporcionou um alargamento de visão e incentivou uma predisposição ao diálogo.

Poderia fazer uma breve análise dos resultados do grupo de diálogo regional?

O diálogo regional demonstrou que é possível identificar questões comuns aos jovens dos seis países. Esta agenda comum não está dada - automaticamente - por fatores econômicos ou identidades ideológicas. A agenda será comum somente se não deixar de considerar as desigualdades e as diversidades que existem no interior de cada país e entre os países. Por isso, cada demanda que compõe a agenda tem modulações de acordo com as condições de vida de jovens rurais e urbanos, segmentados por preconceitos de raça, etnia, relações de gênero, orientação sexual, local de moradia. É uma agenda que tem que ser negociada, construída, pactuada por meio de diálogos como aqueles que fizemos. No diálogo regional não colocamos os desacordos "debaixo do tapete". Ao contrário, explicitamos divergências de entendimento, de avaliação de conjunturas nacionais, de estratégias frente aos governos. E, nesse contexto de exercício de debate democrático, três conclusões me chamaram a atenção: necessidade de reconhecimento de diferentes tipos de participação juvenil (formais e informais); necessidade de ampliar a participação, chegando mais perto dos jovens "não organizados" em coletivos juvenis e importância de considerar o pessoal, o afetivo e o individual nos espaços de lutas coletivas.

Você acredita que os resultados da pesquisa atenderam aos objetivos propostos?

Certamente. Produzimos conhecimento novo e contribuímos para a ampliação do compromisso político com as demandas dos jovens do século 21 na América do Sul. Não podemos dizer que somente nosso trabalho está tendo influencia no fortalecimento dessa agenda, outros atores políticos e estudiosos também contribuem. Mas podemos dizer que fizemos uma inédita e eficaz combinação entre: instituições respeitadas nacionalmente /pesquisa em rede sul americana; técnicas de pesquisa qualitativas/ quantitativas; diálogos nacionais /diálogo regional; incidência nos movimentos e na sociedade civil/ presença nos espaços governamentais.

Como a pesquisa pode contribuir para ajudar a garantir os direitos dos jovens?

Não podemos ser ingênuos. Os obstáculos para a garantia dos direitos dos jovens são de diversas ordens. Falta de vontade política, política econômica excludente, sistema escolar defasado, dinâmica do mercado de trabalho e crise internacional são fatores que impedem a concretização dos direitos dos jovens. Mas também acreditamos que o reconhecimento de suas demandas no espaço público é um passo muito importante. Nesse sentido, a pesquisa está dando uma significativa contribuição.

E para a integração sul-americana?

Embora seja importante para juventudes partidárias, para jovens que militam na área da agricultura familiar, para jovens mulheres etc., esse tema ainda não está muito disseminado entre jovens. Porém, no grupo de diálogo regional, eles propuseram um caminho "circular" entre o local, o nacional e o regional. Ou seja, perceberam que, nos dias de hoje, essas dimensões podem se fortalecer mutuamente.

Existe previsão de continuidade?

Existe muita disposição e vontade. Estamos buscando apoios para concretizar ideias de consolidar a rede que construímos e também ampliar o espectro da investigação.

Fonte: Juventude.gov.br

July 1, 2009 | 9:43 AM Comments  0 comments

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Questionário sobre prioridades e problemas dos jovens no Mercosul

Como parte do Informe Subregional de Desenvolvimento Humano, Jovens e Desenvolvimento Humano no Mercosul, que será lançado em setembro, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) está solicitando aos líderes juvenis que respondam a um breve questionário sobre as prioridades e os problemas dos jovens no Mercosul.

A participação dos jovens vai contribuir para que o Informe traduza com fidelidade as expectativas desse público. São doze perguntas e o colaborador deve escolher as respostas que mais se aproximem de suas idéias. Outras informações sobre o projeto podem ser obtidas pelo site www.desarollohumano.org

Fonte: Juventude.gov.br

July 1, 2009 | 9:42 AM Comments  0 comments

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Pesquisa dá configurações ao desemprego e mostra que jovem encara a questão com otimismo

Um estudo apresentado como tese de doutorado na Unicamp, em 9 de junho último, pela pesquisadora em ciências sociais Marineide Maria Silva, considera os recortes geracional, de gênero e de escolaridade/qualificação insuficientes para descrever o desempregado dos dias de hoje. Por isso, apoiada em estratégias identitárias preconizadas por um conceituado sociólogo estudioso do tema, o francês Claude Dubar, a pesquisadora construiu quatro categorias de identidade do desempregado:

1 - O sobrevivente Sujeito que foi pobre a vida inteira e, assim como os pais, começou a trabalhar muito cedo, sem poder estudar e se especializar. Sabe que não tem chance no mercado, mas não está preocupado com a qualificação e sim em sobreviver. Não sente vergonha da condição de desempregado; no fundo, sente orgulho por manter-se vivo. Sua identidade não repousa no emprego, mas na índole de batalhador na vida.

2 - O esperançoso É tão pobre quanto o sobrevivente, com uma diferença: tem pais que construíram uma trajetória ascendente, como de porteiro a zelador e supervisor. É um filho que continua na linha da pobreza, quase não possui qualificação, mas alimenta a esperança de repetir a trajetória de ascensão dos pais. Como nem vaga de porteiro consegue, sofre com o desemprego.

3 - O apreensivo É aquele que mais sofre entre os desempregados. Seus pais ascenderam economicamente pelo trabalho, deram-lhe qualificação a ainda assim não consegue seguir na mesma linha. Para as agências, é o sujeito com potencial, mas preso ao conceito do passado, buscando o emprego seguro que não mais existe. É apreensivo porque diante do novo discurso do emprego temporário e flexível disponível no mercado, herdou a identidade de ascensão pelo trabalho e não consegue se desprender da socialização recebida dos pais.

4 - O otimista Trata-se principalmente do jovem, com qualificação ou não, que mergulhou neste novo universo do trabalho frágil e instável. Vê o desemprego como um período para rever valores. Para ele, a trajetória dos pais é de quem nunca obteve sucesso com o trabalho e passou a vida na mesma empresa, executando a mesma tarefa, até se aposentar – e ele quer uma trajetória oposta. Perguntado sobre a condição de desempregado, responde que está buscando uma boa oportunidade, ainda que a busca já dure dois anos.

“Mosaico do desemprego”

É sob esse título que Marineide Maria Silva sintetiza o conjunto de informações que colheu sobre o fenômeno do desemprego, principalmente junto aos próprios desempregados. “A estatística trabalha com dados do desemprego como uma categoria mais uniforme. Minha pesquisa de campo revelou um verdadeiro mosaico de significados e vivências que o fenômeno suscita. É impossível afirmar que o desemprego ‘é isto’; é preciso perguntar: o que é o desemprego para quem vive a situação?”.

Marineide é de Florianópolis e, no percurso até o trabalho, já tinha atentado para o aumento do número de andarilhos que se esgueiravam pela praça à espera do sopão. Há alguns anos, prestou concurso para a cadeira de sociologia na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), como diz, em busca do seu “emprego seguro”. Daí, o fato de as 57 entrevistas que embasam a pesquisa, com muitas horas de gravação e observações, terem sido realizadas na urbana Salvador e em Vitória da Conquista como contraponto regional.

Para compor o mosaico, a pesquisadora promoveu recortes no rol de desempregados: geracional (jovens e adultos), gênero e escolaridade/qualificação. Fez as entrevistas nas agências de intermediação de mão-de-obra, como a Setre (Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e do Esporte da Bahia), vinculada ao Sine (Sistema Nacional de Emprego). Também ouviu funcionários das agências e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD).

Para além dos dados oficiais

A pesquisadora justifica que a maneira como os indivíduos compreendem o desemprego, com todas as tensões envolvidas, fornece informações sobre o mundo do trabalho e a oportunidade de interpretar suas novas configurações. “Por isso mesmo, os entrevistados foram escolhidos a partir daquele que se considera desempregado, mesmo que não seja assim enquadrado pelos critérios oficiais. Acho que essa é a riqueza da pesquisa, que procura entender o desemprego para além dos dados oficiais, buscando a compreensão subjetiva de quem vive essa condição”.

De acordo com Marineide Silva, até o início da década de 1980, havia um ciclo emprego-desemprego-emprego e o sujeito demitido tinha perspectiva de retornar ao mercado, preservando sua identidade de trabalhador mesmo depois de meses de inatividade. “A partir dos anos 90, esse ciclo foi rompido, e esse retorno ficou cada vez mais difícil e incerto”.

A autora da tese lembra que, de maneira geral, entende-se que o desempregado se considera um alijado da sociedade, que vive uma experiência dolorosa, carregada de culpa e vergonha, por conta do sentimento de improdutividade. Porém, em sua opinião, a vivência do desemprego não pode ser traduzida como homogênea. “Uma generalização, por exemplo, é de que o desemprego é sofrido. Com a pesquisa, cheguei à conclusão de que sofrimento não é igual para todos”.

Conceito de trabalho

A cientista social afirma que o sofrimento subjetivo desencadeado pelo desemprego liga-se diretamente à forma como os indivíduos apreenderam o trabalho, à trajetória familiar que tiveram (sobretudo do pai), aos projetos de futuro e aos investimentos familiares em seu processo de escolarização e profissionalização. “Se a vivência do desemprego é dolorosa para aqueles que foram socializados com a idéia do trabalho como forma de inclusão e ascensão social, o mesmo não acontece com quem nunca visualizou essa possibilidade”.

Esta constatação de Marineide Silva vem do recorte referente à escolaridade e qualificação, no qual as entrevistas contrariaram o que imaginava. “Quanto mais escolarizado e qualificado, mais vergonha o desempregado tem da sua situação. Minha interpretação é de que ele contava com suporte financeiro maior e teve quebrada sua trajetória de vida. Como manter um padrão próximo daquele que gozava? O desemprego é mais sofrido para esse sujeito”.

Por outro lado, a pesquisadora explica que o pobre (normalmente não escolarizado e não qualificado) teve toda a sua trajetória marcada por miséria e sofrimento. “Ele sempre esteve na viração (o bico), na precariedade, assim como seus pais. Não está procurando um emprego, mas caçando a sobrevivência, que se vier será com outro trabalho precário. O desemprego, nesse caso, não tem o que agravar, pois sua vida é tocada praticamente sem renda”.

Recortes

Dentre os mosaicos que construíram a pesquisa, a autora vê como significativo o que contrapõe jovens e adultos. “Os adultos foram socializados em outro mundo do trabalho, onde havia mais emprego e a expectativa de absorção pelo mercado desde que estivessem dispostos. Para eles, o desemprego é um peso, pois imaginavam uma trajetória igual à dos pais que, mesmo tendo estudado pouco, conseguiram um emprego que durou a vida toda”.

Os mais jovens, segundo Marineide Silva, já quebraram este elo com o mundo anterior, transformado pelo processo de globalização, pela reestruturação produtiva e pelo discurso da empregabilidade. “Os jovens mergulharam na nova cultura do trabalho, com os empregos temporários, flexíveis e os estágios. Utilizam inclusive outro jargão: não estão procurando emprego, mas buscando experiência. Ao invés de sofrimento, o desemprego é visto como uma oportunidade de rever seus conceitos”.

O desemprego é considerado mais sofrido para os homens, desde que a mulher não seja chefe de família. Entretanto, a pesquisadora ressalta um aspecto curioso em relação a gênero. “O homem assume a condição de desempregado e, em casa, fica ansioso, deprimido, começa a beber. Já a mulher vive um dilema entre reassumir as ocupações do lar e procurar uma atividade correlata para prover algum sustento, como vender doces, salgados e bijuterias. Isto, mesmo entre as mulheres mais qualificadas”.

Igualmente curioso, acrescenta a autora, é a percepção do entrevistado quanto às causas do seu desemprego e dos outros. “Quando falam de si, o desemprego se deu por motivos externos, como reestruturação produtiva ou fechamento da empresa. Quanto ao outro, foi por escolhas erradas ou falta de empenho e qualificação. Já dentro do Movimento de Trabalhadores Desempregados, o desemprego nunca é visto como um problema individual: culpam-se as empresas, as circunstâncias econômicas e a falta de oportunidades; não há qualquer sentimento de culpa ou vergonha por sua condição”.

Dualidade

Uma preocupação na tese de doutorado, elogiada pela banca e indicada para publicação, foi avaliar o atendimento nas agências de intermediação de mão-de-obra. “Vejo uma dualidade na forma como as agências institucionalizam o desemprego. Em um primeiro discurso, ele é visto como um problema individual do sujeito, que não atende aos requisitos mínimos do mercado. Por outro lado, diante da presença frequente do sujeito qualificado, mas que também não consegue emprego, os funcionários identificam um problema social”.

Marineide Silva acusa as empresas de se aproveitarem da crise no emprego para exagerar nas exigências, por vezes descumprindo a legislação trabalhista. “Constatei que o desemprego tem cor, idade e endereço, haja vista a exclusão de negros, mais velhos e moradores de bairros periféricos. Entre as exigências absurdas está a de ‘boa aparência’, cuja tradução é ‘não negros’. O limite de idade é de 35 anos, mesmo com boa escolaridade, e o candidato deve residir perto da empresa para evitar atrasos e o custo com vale transporte”.

A pesquisadora considera um tanto escusa a relação das agências de intermediação com essas empresas, ainda que atendentes e coordenadores reconheçam o exagero das exigências. “O critério da boa aparência, por exemplo, não pode constar no formulário, mas fica implícito: se a atendente não acatar, a empresa recusará o candidato e, consequentemente, a agência deixará de contabilizar uma colocação profissional – os recursos vindos do governo dependem das colocações efetivadas. Se o desemprego já é um monstro assustador, acaba se revestindo de mais perversidade”.

Fonte: Jornal da Unicamp/ Luiz Sugimoto

July 1, 2009 | 9:41 AM Comments  0 comments

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SP: 42% das melhores escolas estaduais sofrem com violência

Quatro em cada dez escolas com melhor desempenho na rede pública de ensino de São Paulo já registraram casos de violência. No grupo das unidades com piores notas, a proporção é mais alta: seis em dez tiveram episódios violentos. Os números são resultado de uma avaliação do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) nas 5.300 unidades da rede, que abrigam cerca de 5,5 milhões de alunos.

“Não há dúvida de que há hoje uma invasão da violência externa nos muros das escolas”, diz o secretário de Educação adjunto, Guilherme Bueno. Ele admite que o estado ainda não conhece o problema com a devida precisão. “Então, uma das medidas no Sistema de Proteção Escolar que montamos foi criar um sistema de registro de ocorrências, que já está funcionando desde o dia 1º, para que possamos ter informações e estatísticas, dados confiáveis para entender e dimensionar a questão”, explica.

O pesquisador responsável pelo levantamento, Naercio Menezes Filho, cruzou dois grupos de informações obtidos no último Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp): as notas médias dos colégios no exame de avaliação com as respostas aos questionários aplicados a diretores das unidades, o que também faz parte do Saresp.

O estudo mostra que entre as notas médias de matemática de alunos de 8ª série de 366 escolas estaduais estão os 10% melhores e os 10% piores desempenhos. Os relatos de violência alcançaram 42% do grupo dos melhores, o que impressionou o pesquisador: “Esperava que não houvesse (violência nas melhores escolas)”, declarou Menezes Filho, que atribui à violência um impacto significativo na proficiência (competência escolar).

Os dados disponíveis no Saresp de 2008 permitiram ao pesquisador também dimensionar a abrangência de atos específicos. Em atos infracionais como roubo, depredações e pichações, algumas das mais cometidas por estudantes, metade dos colégios estaduais com melhores notas no exame estadual relatou problemas, porcentual que sobe para 76% no grupo com as piores notas.

Além da violência, Naercio Menezes Filho ainda cruzou outros indicadores considerados importantes para a melhora da qualidade do ensino na rede pública, como a fixação de diretores e professores nas unidades, a falta dos docentes e o acesso a computadores. Os colégios com melhores desempenhos têm profissionais da educação com mais tempo no cargo, professores que faltam menos e alunos com mais chances de acesso ao computador em casa.

Líder do sindicato dos professores (Apeoesp), Maria Izabel Noronha diz que a violência está ligada à perda de autoridade docente. “Tiraram a autoridade do professor. É necessária uma campanha para ele que volte a ser reconhecido”, sugere.

Fonte: O Estado de São Paulo

July 1, 2009 | 9:41 AM Comments  0 comments

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Unesco lança cátedra em educação juvenil e de adultos

A Unesco no Brasil assinou acordo com a Universidade da Paraíba (UFPB), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) para o estabelecimento de sua mais nova parceria no programa de Cátedras da Organização: a Cátedra Unesco em Educação de Jovens e Adultos – UFPB/UFPE/UFRN.

Coordenada pelo Prof. Dr. Afonso Celso Scocuglia, do Centro de Educação da UFPB, a nova cátedra tem por objetivo promover e incentivar cursos, seminários, eventos científicos e atividades de pesquisa, ensino-aprendizagem, documentação e disseminação de informações na área da educação de jovens e adultos.

Centrado nos estudos de pós-graduação e na pesquisa, o programa Cátedras Unesco constitui o principal instrumento da organização para fomentar e facilitar a cooperação internacional no ensino superior.

O programa também favorece o estabelecimento de redes de universidades e outras formas de inter-relação entre instituições de ensino superior nos níveis inter-regional, regional e subregional.

No Brasil, a Unesco é responsável por 25 cátedras implementadas em conjunto com entidades de ensino superior.

Fonte: Unesco

July 1, 2009 | 9:40 AM Comments  0 comments

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الحركة العالمية تصدر تقريرا باللغة الانجليزية حول الأطفال الفلسطينيين الأسرى

منذ ما يقرب من 42 عاما تعمل المحاكم العسكرية الإسرائيلية في الأراضي الفلسطينية المحتلة دون الخضوع تقريبا لمراقبة دولية. ففي كل سنة يمثل 9000 فلسطيني بالمعدل أمام المحاكم العسكرية الإسرائيلية في الضفة الغربية، من ضمن هذا العدد حوالي 700 طفل.

منذ لحظة اعتقالهم، يتعرض الأطفال الفلسطينيون بشكل منتظم لسوء المعاملة وفي بعض الأحيان التعذيب على يد الجنود الاسرائيليين ورجال الشرطة والمحققين. عادة ما يتم اعتقال الأطفال من منزل الأسرة في ساعات ما قبل الفجر على أيدي جنود مدججين بالسلاح، حيث تربط يدا الطفل بشكل مؤلم وتعصب عيناه ويلقى به في مؤخرة سيارة عسكرية من دون أن يعرف السبب لاعتقاله أو الوجهة التي ينقل إليها. وعادة ما تتم اساءة معاملة الأطفال خلال عملية النقل، وعند وصولهم إلى مراكز التوقيف والتحقيق يكونوا مصدومين ويشعرون بالتعب والوحدة.

خلال التحقيق يتم حرمان الأطفال من رؤية محاميهم أو زيارة عائلاتهم، وعادة لا يسمح لهم برؤية محام إلا بعد تقديم اعترافات للمحقق. وخلال التحقيق أيضا يتعرض الأطفال لعدد من الممارسات المحظورة بما في ذلك الاستخدام المفرط لعصب العينين وتقييد اليدين ويتعرضون للصفع والركل والشبح المؤلم لفترات طويلة من الزمن والحبس الانفرادي والحرمان من النوم وسلسلة من التهديدات الجسدية والنفسية للطفل وأسرته. معظم الأطفال يعترفون وبعضهم يجبر على التوقيع على اعترافات مكتوبة باللغة العبرية وهي لغة لا يفهمها هؤلاء الأطفال، كذلك فإن جولات التحقيق هذه لا تسجل على الفيديو في انتهاك للقانون المحلي الإسرائيلي.

الأطفال منذ جيل الثانية عشرة يمثلون أمام المحاكم العسكرية الاسرائيلية ويعاملون كناضجين عندما يبلغون من العمر 16 عاما، وهو ما يناقض القانون الإسرائيلي المحلي الذي يعتبر أن سن 18 هو سن النضج. في عام 2008 كانت أكثر التهم شيوعا ضد الأطفال الفلسطينيين رمي الحجارة، حيث أن ما يقرب من 26.7 % من الأطفال كانت تهمتهم رمي الحجارة. وبموجب الأمر العسكري الإسرائيلي 378 تصل العقوبة القصوى لتهمة رمي الحجارة السجن لمدة 20 عاما. وفي 91% من حالات الأطفال الذين تمت محاكمتهم رفض إطلاق السراح بالكفالة لحين المحاكمة.

تتجاهل الإجراءات المتبعة في المحاكم العسكرية العديد من الحقوق الأساسية للمحاكمة العادلة والمبادئ العامة لقضاء الأحداث لا تطبق. في جميع الحالات تقريبا الاعتراف الذي يتم انتزاعه من الطفل خلال التحقيق يشكل دليل الإدانة. وفي ظل انعدام الثقة بالنظام وإمكانية فرض أحكام قاسية، حوالي 95% من الحالات تنتهي بإدانة الطفل بغض النظر عن ارتكاب الطفل للجرم أم لا.

حال صدور الحكم، الغالبية العظمى من الأطفال الفلسطينيين يتم احتجازهم داخل إسرائيل في مخالفة واضحة لاتفاقية جنيف الرابعة. الكثير من الأطفال لا يتلقي زيارات عائلية داخل السجن والتعليم المحدود متوفر فقط في اثنين من أصل خمسة سجون تستخدم لاحتجاز الأطفال الفلسطينيين.

سوء المعاملة والتعذيب ضد الأطفال الفلسطينيين يمارس على يد السلطات الإسرائيلية بشكل منظم وواسع النطاق، وهذا النظام يعمل ضمن ثقافة عامة عمادها الوحشية والإفلات من العقاب، حيث بين عامي 2001 و 2008 قدمت أكثر من 600 شكوى ضد محققي الأمن الداخلي لإسرائيلي بوقوع ممارسات سوء معاملة وتعذيب وحتى الآن لم يتم فتح تحقيق جنائي واحد في هذه الشكاوي.

في ظل غياب وحتى إيجاد شكل من المحاسبة لما يجري والذي يصل إلى انتهاكات جسمية لاتفاقية جنيف الرابعة واتفاقية الأمم المتحدة لمناهضة التعذيب واتفاقية الأمم المتحدة لحقوق الطفل، فإن سوء المعاملة والتعذيب لأطفال فلسطينيين على يد السلطات الإسرائيلية ستستمر دون رادع.

June 27, 2009 | 6:59 PM Comments  0 comments

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لجنة الأمم المتحدة لمناهضة التعذيب تراجع التقرير الإسرائيلي في 5-6 أيار

ستطلع منظمات حقوق إنسان فلسطينية وإسرائيلية لجنة الأمم المتحدة لمناهضة التعذيب في الرابع من أيار على ممارسة إسرائيل للتعذيب وسوء المعاملة بما في ذلك الأعمال التي ارتكبتها خلال العملية العسكرية التي أطلقت عليها اسم "الرصاص المصبوب".

تعقد لجنة الأمم المتحدة لمناهضة التعذيب جلسة في الخامس والسادس من أيار لمناقشة امتثال إسرائيل لاتفاقية مناهضة التعذيب وغيره من ضروب المعاملة القاسية أو اللاإنسانية أو المهينة (اتفاقية مناهضة التعذيب)، حيث سترد اسرائيل على "قائمة القضايا" التي طرحتها اللجنة في كانون الأول 2008. يشار إلى أن آخر تقرير قدم من قبل إسرائيل للجنة مناهضة التعذيب كان في عام 2001.

قبل انعقاد جلسة مناقشة التقرير الإسرائيلي، ستطلع عدد من المؤسسات تشمل عدالة والحق والحركة العالمية للدفاع عن الأطفال/ فرع فلسطين وأطباء لحقوق الإنسان – إسرائيل - واللجنة العامة لمناهضة التعذيب في اسرائيل اللجنة شفويا في جلسة المنظمات غير الحكومية المنعقدة في 4 أيار على ممارسات اسرائيل المنتظمة والممنهجة من تعذيب وسوء معاملة وانتهاكات أخرى لاتفاقية مناهضة التعذيب ارتكبت خلال العملية العسكرية الاسرائيلية "الرصاص المصبوب" على قطاع غزة في الفترة من 27 كانون الأول 2008 الى 18 كانون الثاني 2009.

تستند المنظمات غير الحكومية في جلستها مع اللجنة على ثلاثة تقارير و154 صفحة من الأدلة المقدمة إلى اللجنة من قبل المنظمات الشريكة والأعضاء في التحالف ضد التعذيب. تجدر الإشارة إلى أن مركز الميزان لحقوق الإنسان في غزة لم يتمكن من المشاركة في الجلسة وذلك بسبب إغلاق قطاع غزة.

وفد المنظمات غير الحكومية سيؤكد على خمس نقاط رئيسية للجنة:

1. استمرار ممارسة التعذيب وسوء المعاملة ضد الفلسطينيين من قبل إسرائيل منذ آخر مرة راجعت فيه اللجنة تقرير اسرائيل في تشرين الثاني 2001.

2. مراقبة وتسجيل وتوثيق أدلة على ممارسات أو امتناع أو تواطؤ من قبل أفراد في دولة إسرائيل على جميع المستويات بما في ذلك الجيش، المخابرات، الشرطة والقضاء وغيرها من فروع الحكومة.

3. ممارسة التعذيب وسوء المعاملة من قبل السلطات الإسرائيلية ضد الفلسطينيين يتم بشكل منتظم وواسع النطاق.

4. دولة إسرائيل إما غير راغبة أو غير قادرة على الوفاء بالتزاماتها بموجب الاتفاقية.

5. ما لم يتم معالجة ثقافة الإفلات من العقاب، لن يتحسن الوضع وبالتالي اللجنة ستجد نفسها تصدر نفس الملاحظات الختامية والتوصيات حتى موعد مراجعة التقرير التالي لإسرائيل بعد أربع سنوات من الآن.

June 27, 2009 | 6:58 PM Comments  0 comments

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